Frases para pensar


No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. Salmos 56:3

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 tá chegando. E daí?

Um ano novo está se aproximando. Daqui a poucas horas será 2012. Por que tantas pessoas fazem deste momento um dia de promessas e reafirmação de votos? Acho que por pura convenção social.

A chegada de um ano novo não tem muita importância quando pensamos na eternidade. Afinal Deus não conta nosso tempo em termos de horas, dias, anos. Ele nos conta a partir de nossas escolhas.

Quando escolhemos adentrar a eternidade, dias e horas perdem o significado. Quando adentramos a eternidade é porque fizemos a maior das escolhas: morrer para nós mesmos e viver para Cristo!

Devemos lembrar que escolher Cristo não tem nada a ver com ser de uma igreja ou religião. Mas viver segundo o maior ensino que Ele nos deixou: amar aos outros como desejamos ser amados.

A questão é: pensar apenas em felizes novos anos, remete o ser a amar mais a si mesmo. Sua vida e suas posses. Morrer para si e viver para Cristo, ensina-nos a amar o outro e repartir o que somos. Quanta diferença deste mundo louco!

Desejo que você pense um pouco nas suas escolhas: elas são temporárias ou eternas?  Elas são marcadas pelo amor ou pelo egoismo? Por aquilo que você pode comprar de novo em 2012 ou pelas coisas que você poderá compartilhar?

Em Cristo podemos viver novos dias de forma diferente. Pense nisto. Escolha "morrer" um pouco para seus delírios e experimente viver um pouco mais para aquilo que você pode construir na vida de seu próximo.

Um tempo maravilhoso nesses dias que se aproximam. Graça e paz, sempre.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Igreja móvel - outra história

Outra experiência que vivi no táxi aconteceu no dia 23 de dezembro, ao transportar uma mãe com seu filho adolescente, a partir de um grande hospital de neuroreabilitação na Zona Oeste carioca.

Uma história muito legal, um menino muito inteligente, uma mãe amorosa. Crentes fervorosos. o menino, mesmo dentro de sua hiperatividade, demonstrou seu amor por Jesus.

Mas o melhor da conversa foi quando a irmã me contou de sua experiência de 14 anos servindo em uma igreja organizada. Ao final desse tempo, de amor e serviço, por uma divergência, foram deixados de lado. Todo o trabalho que realizavam, era absorvido pela igreja sede, sem reconhecimento.

Já conhecemos esta história. Mas este não é o tema. Meu tema é o que eles estão realizando hoje. Ela e o esposo, e mais dois casais (aí incluído o atual pastor), estão implantando uma igreja que possui hoje o incrível número de 25 membros - sendo estes 15 crianças.

Estes irmãos, simples e pequenos, realizarariam (e tenho certeza de que conseguiram) uma noite de Natal para a comunidade. Os pais das crianças membros da igreja, em sua maioria. E no meio de sua pobreza, iriam distribuir 25 cestas básicas.

Igreja, isto é igreja de Jesus. Não são carrões, jatinhos ou "poder comer o que quiser".  Mas SERVIR aos que Jesus serviu. Parabéns irmãos de Bangu.



E a você leitor, graça e paz, sempre.

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dia especial sendo igreja móvel

Hoje, dia 20, pude vivenciar dois momentos especiais em fui como que uma "igreja móvel", isto enquanto dirigia o táxi em que trabalho nas ruas do Rio.

Na primeira das experiências transportei uma senhora para uma das piores favelas do Rio: A Comunidade do Jacaré. Ela perguntou se eu iria, eu concordei e disse, muito rápido, que o medo não pode nos dominar, especialmente logo depois de pedir em oração que Deus me guardasse em mais um dia de trabalho.

Foi a senha para rapidamente a senhora me contar sobre a perda de um filho, de 10 meses, para uma pneumonia. E como se não bastasse logo a seguir, ao tentar engravidar novamente, perde o bebê com 3 meses de gestação. Em suas palavras, ela me disse: "queria recuperar a minha fé, e não me sentir tão mal por ser tão revoltada contra Deus".
Confesso que meu coração gelou, e doeu. Mas pude dar uma certeza àquela irmã, mesmo que estivesse parado ao lado do ponto de venda de drogas e me sentindo um pouco inseguro ali. Disse a ela, através do salmo 56.3, que é possível e permitido sentir-se insegura e amedrontada. Revoltada e sem explicação. Mas que ainda assim, pela força do amor de Deus, podemos permanecer confiando.

Fiz uma breve oração, e nos despedimos. Fui Igreja. Sem templo. Sem grandezas no púlpito. Sem ofertas de promessas ou sacrifícios. Sei que aquela mulher não é uma pecadora amaldiçoada, mas mais uma vítima da injustiça. E ela não precisava se sentir mais culpada.

Amanhã conto a outra história, que se completa e encaixa com esta.







Graça e paz, sempre.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Você também está em segundo lugar?

Ideia maravilhosa de uma igreja nos EUA: mostrar como a Graça nos coloca sempre em nossa posição correta, o segundo lugar!!! Assista o vídeo e deixe Jesus tocar seu coração.

http://youtu.be/4daAeNqJ1NU

Graça e paz, sempre.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Igreja Mundial do Poder de Deus - Um desabafo

Bom dia pessoal. Meus poucos, ou talvez muitos, leitores, não sei. Só sei que preciso desabafar - depois de ler em o Globo do último domingo uma reportagem sobre a Mundial preciso gritar:

> CANSEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Cansei de ver e ouvir que o único evangelho que avança é o evangelho do esforço, da ausência da Graça, do pague quanto puder, coma o que aguentar.

(Veja a simplicidade dos fiéis!)
Eu me cansei. Ler a tal bispa dizendo que agora ela anda de helicóptero, come o que quiser, dorme onde quiser e não passa mais necessidade, como se isto fosse símbolo máximo da verdade de Deus. 

Esquecem de Paulo dizendo, COM ALEGRIA INDIZÍVEL: tenho comida, não tenho comida, casa ou desabrigo, amigos ou solidão, tudo posso, pois é Deus quem me fortalece. E ainda querem me fazer acreditar na pérola: "não dependemos de dinheiro nenhum da igreja". 

Tem gente que acredita nisso? Existem crédulos que dirão que eles não usaram a igreja como empresa enriquecedora a nível pessoal todos estes anos? Que só chegaram onde chegaram porque milhares de pessoas deram o que não deveriam ter dado, nunca? Estelionato espiritual. Meus críticos certamente disputam o suor da toalhinha do Valdomiro.

Mas cansei. Sei que pouca gente se importa. Que pouca gente vai ler. Que alguns irão me atacar. Mas não importa. Desabafei. Que Deus me livre de viver ou continuar vivendo pelo evangelho do esforço. Se você também quer ser livre junte-se a mim no desabafo e replique o post.

Graça e paz, sempre.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um sonho maravilhoso

Este sonho não é só para mulheres, mas para todos nós que lutamos uma batalha inglória.................................




É ou não é um sonho poderoso?


Graça em meio à Graça de viver.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amor, palavra perigosa

Quero fazer rápidas reflexões sobre palavras poderosas mas que já estão danificadas pelo sistema.

Começando pela palavra AMOR: que confusão envolve esta palavra. No texto bíblico, especialmente no grego do NT amor pode ser: sensual, fraterno ou supremo. 
O "eros" grego parece que prevaleceu na ocidentalização da palavra. Amar hoje é: ficar, beijar, transar, "fazer amor", ir para a cama, ter um caso, tudo isto e estamos por aí amando. Não estamos sendo descontrolados em nossa sensualidade.

Já o conceito de "filos" também se mostra adulterado: fraternidade (ou amizade) virou coleguismo, companheiro (no sentido estrito), parceiro de negócios, (in) confidente, gente que te abandona, amigos que te dão as costas, pessoas que te esquecem. Fraternidade virou pragmatismo.

Finalmente a corrupção mais dolorosa. Ágape - o amor supremo (ou incondicional). Na verdade aquele que se origina em Deus. Veja o texto:

- Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:7-8



Amor incondicional hoje em dia só se você fizer o que eu quero e ser como eu mando. Especialmente, no meio igrejeiro, se você nunca ousar questionar "vacas sagradas" e ser submisso à autoridade (mesmo que em termos de amor ela não tenha autoridade nenhuma).

Para mim só existe uma solução: retornar ao Caminho, redescobrir Deus e deixar o status de poderio humano um pouco de lado. Só assim poderemos recuperar um pouco do que seja o poder desta palavra.

Quando usar a palavra amor daqui pra frente, seja o mais verdadeiro possível. 

Graça e paz, sempre.
Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:7-8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
1 João 4:8

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fazer 50 anos

Hoje, 23 de Novembro de 2011, estou completando 50 anos. Ou como uma pessoa muito querida insiste em dizer: meio século (risos). Como ando sem tempo de refletir aqui no blog a quantas anda a igreja brasileira, resolvi refletir sobre este momento tão emblemático.

Afinal o que muda ao se completar 50 anos de vida? Acho que muito pouco, com certeza as juntas doem mais para quem é mais sedentário do que atleta. Os cabelos caem mais também. E as vezes esquecemos coisas importantes (e as frugais também).



Mas a coisa mais interessante é que parece que a certeza que o fim se aproxima fica mais evidente. Sem negativas ao envelhecimento de pele e ossos, e olha que até me acho conservado. Mas a morte está por aí. E o que resulta disso?

Minha maior conquista nesses 50 anos: nessa idade, com a certeza de que agora as coisas não tem mais volta, o final da curva do rio está logo ali, posso me dar ao luxo de me tornar seletivo.
Escolher melhor os amigos; o tipo de trabalho; o amor; o tipo de igreja, enfim - me dar o direito de poder ter o direito de fazer escolhas.

Escrevo sobre isto porque por muitos anos deixei que fizessem escolhas por mim, mas hoje sou um escravo da Graça, um dependente impotente do Amor de Deus. Sou um errante maltrapilho que deseja ardentemente caminhar "entre as pedras afogueadas do Jardim de Deus", sabendo que lá encontrarei o Noivo. Muitos me consideram um erro, mas isto também está entre minhas escolhas: escolho não me deixar deprimir pelo que pensa o povo, pois pode ter certeza meu amigo:

"A voz do povo já não é a voz de Deus" há muito tempo.
Graça e Paz, sempre.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O insustentável peso da dor

Há alguns anos li o livro de Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser. Quero aproveitar o título para discutir a dor que carregamos diariamente em virtude de nossos erros e pecados.

Muitas vezes essa dor se torna um peso insustentável. Especialmente quando somos lembrados a toda hora por irmãos e afins do quanto somos errados, do quanto somos desobedientes e de como somos inadequados. É realmente insustentável. No livro, leveza e peso são quase opostos.

A leveza é o descompromisso propiciado pelo mau uso da liberdade. O peso é o engajamento com o significado da vida, é uma âncora. Desta forma, quando a dor se apresenta insustentável, nada mais é do que nosso enfrentamento com significados que nos escapam.
A liberdade pode ser muito mal utilizada. Sua vivência pode nos oprimir. E quando ela nos coloca em face de nossos limites (que amamos ultrapassar), deixamos o peso para escapar rumo à leveza não preocupada.

Por isto, diante de orações como o Pai Nosso ou a Oração do Salmo 51 é que entendo a importância de mesclar leveza com o peso das escolhas. A dor nunca é gratuita: ela sempre custou ou custará algo de nós. Não precisamos, desta forma, de algozes que nos coloquem mais "peso" (não no sentido de engajamento), mas no exclusivo sentido do medo e do ódio a si próprio.

Mas precisamos da insustentável escolha de sentir o peso de nossas escolhas nos fazendo responsáveis por nós mesmos, decidindo assumir a responsabilidade por nossa vida. Que você escolha ser "pesado" - engajado, e também medido e testado, mas sempre baseado no que chamamos de AMOR INCONDICIONAL DE DEUS.

Graça e paz, sempre.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sou impotente, e você?

Ontem após chegar do trabalho li e reli o Salmo 5. Entre tantas verdades que estão ali nessa oração que busca a proteção de Deus, encontrei uma afirmação que casa com o post anterior sobre a oração da serenidade: está no versículo 8, quando o salmista reafirma sua impotência para realizar a vontade de Deus.

Ele pede: ajuda-me a fazer a tua vontade. Somos uma geração de crentes pós-modernos, ou pós tudo que "se acha". Inclusive em alguns círculos declarar impotência é sinal de fraqueza gospel e insucesso certo.



Prefiro andar na companhia hoje de gente como Davi. Que consegue entender que não pode ser o que Deus deseja se não for pela mão do próprio Deus. No mesmo salmo aprendemos que Abba nem mesmo suporta a presença de orgulhosos. Quando leio algumas coisas na blogosfera ou ouço determinadas mensagens, meu Deus, fico pensando que não estou neste mundo mesmo não, que pirei na batatinha e não sei mais a verdade.
É tanta gente, pastor ou não, declarando seu próprio ego e usando isto como verdade absoluta. Bem, prefiro me declarar impotente. E utilizar o estimulante correto: Deus e sua Palavra.

Bom dia, graça e paz, sempre.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Oração da Serenidade


Um momento de reflexão para seu final de semana. Pratique esta oração e seja vencedor.

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e sabedoria para distinguir umas das outras".

Deus fortaleça a cada um de vocês.
Medite no livro de Isaías, cap. 40, 1-11.

Graça e paz, sempre.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Kabod de Deus e nossa confiança Nele.

O Salmo 46 é um exemplo de confiança expressa no poder da Glória de Deus. O tema Kabod - glória que nos molda e muda, tem me perseguido nestes dias.

Porque no que posso perceber este Kabod tem faltado em nossa prática como igreja. Em minha própria vida, como necessito da glória poderosa de Deus, especialmente esta glória que produz confiança.

Especialmente nestes dias tão nervosos, como não repetir as palavras deste salmo tão poderoso? Veja o que diz o salmo: 
Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.

Não é este o retrato de um mundo em crise? Bolsas despencam, corações se desesperam. O Dólar, única fonte de confiança para o homem moderno, oscila como pêndulo. Porém o salmista continua e diz:

O Senhor está conosco, Ele é o senhor dos exércitos.

Deus é Senhor de todas as coisas. 

E mesmo diante de toda a confusão em que vivemos hoje em dia, é possível vislumbrar o poder da Glória de Deus, a mesma glória que se manifestou a Moisés, a mesma que retirou Jesus da sepultura. Não basta apenas acreditar, mas é preciso se entregar a esta manifestação. Viver esta dependência, de maneira completa.


O Versículo 10 nos conclama: Parem de lutar. Parem de lutar - que frase. E diz: Saibam que eu sou Deus. Você sabe que o Senhor é Deus? Eu sei reconhecer que o Senhor é Deus? Eu sei, nas minhas crises egoístas reconhecer a grandeza e o cuidado que a glória de Deus pode operar em minha vida?

Se formos sinceros, muitas vezes a resposta será não para cada uma destas perguntas. Não todas as vezes, mas muitas e muitas vezes. Precisamos admitir que muitas vezes fazemos de algo menor que Deus, nossa torre segura. Nosso lugar de segurança.


Medite no Salmo 46. Reflita em quanto da Kabod transformadora de Deus você está experimentando. E se como eu, sinceramente perceber que algo está faltando, renda-se a Ele. Por alguns instantes esqueça as notícias deste mundo e derrame seu coração como oferta diante de um Deus que está com você.


Graça e paz, sempre.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Uma igreja com respostas

A frase acima remete a uma indagação recorrente em meus escritos: que tipo de Igreja devo ser? Que tipo de evangelho devo representar?

Uma das coisas que não devemos reproduzir, ou continuar a reproduzir,são as respostas imediatistas e fáceis que damos às pessoas. A igreja evangélica tem se tornado um centro gigantesco de programas de auto-ajuda. Já escrevi sobre isto em outro post.

Mas precisamos realmente acordar e perceber que o buraco é mais embaixo. A fórmula da igreja fast food se esgotará em breve: faça a campanha tal; deposite tanto de oferta; sacrifique um jejum de 40 dias; suba à montanha e ore entre as pedras brilhantes e depois escute uma profetada.

Não importa o segmento eclesiástico: as fórmulas rápidas estão aí para seduzir crentes que desconhecem que o caminhar de Deus é feito sobre as bases de sua própria soberania. Que muitas vezes parece que Ele não vai mesmo responder às nossas indagações. Leia o Salmo abaixo:

Quando me senti seguro, disse: "Jamais serei abalado! "
Senhor, com o teu favor, deste-me firmeza e estabilidade; mas, quando escondeste a tua face, fiquei aterrorizado. (Salmo 30.6-7)

Você pode perceber a dureza da contradição do salmista? Num instante ele está seguro, para logo depois ficar aterrorizado. Quantas vezes você se sentiu assim? E que resposta recebeu da "igreja" que te acompanhava? Talvez alguém tenha dito: você não tem fé. Ou o incentivou a participar de mais uma campanha da vitória.

A verdade é que como o salmista precisamos estar dispostos a nos desesperar (ou nos sentir desesperados). Este é o caminho que irá produzir sinceridade, ausência de hipocrisia e acima de tudo desejo por Deus. O diferencial é que dar respostas verdadeiras às dúvidas das pessoas dá mais trabalho.

Por que? Porque muitas vezes teremos que caminhar ao lado daquela pessoa. Teremos que suportar seus medos e não as deixar para trás (como se fossem pesos mortos). Chega de resumir a verdade para as pessoas: não fazemos publicidade de Deus, somos chamados à missão: colheita verdadeira daqueles que são herdeiros da salvação. Ou seremos uma igreja perdida e só?



Dito isto, convido você a acompanhar meu próximo post: vou falar mais um pouco sobre as dúvidas da pós-modernidade.

Graça e paz, sempre.

domingo, 17 de julho de 2011

Dúvidas de uma pós-moderna. Como cristão, e aí?

Como muitos de vocês sabem eu consegui a bênção e o milagre de estar atualmente estudando na UERJ, curso de Direito. Estou no centro de um caldeirão onde fervilham política, ideias, militâncias e a pós-modernidade está ali saltando aos olhos.

Como bom observador que sou não pude deixar de perceber tendências de comportamento entre os meus colegas de turma. E seguindo as tendências, logicamente nos aproximamos mais de uns do que de outros. Foi nesse caminho que conheci Camila (troquei o nome, lógico), jovem, nos seus 18 anos, cheia de vida e extremamente antenada com o mundo atual.

Um dia desses conversamos sobre espiritualidade e ela me fez questionamentos, já que "você é pastor, né?". Eu queria morrer antes de ter que responder. Não porque me envergonhe por ser pastor, mas porque sei que uma frase começada assim carrega bombas potenciais em si. E não foi por menos.

Ela me contou porque deixou de ser crente (eu diria: de frequentar uma igreja evangélica). E queria minha opinião "pastoral" sobre sua decisão - se ela estava certa ou não. Seus motivos:
- Intolerância do pastor de sua igreja a algumas questões da pós-modernidade, principalmente o discurso mortal sobre: "pecadores vão para o inferno, especialmente gays e imorais sexualmente". Ela afirmou que sua melhor amiga é lésbica, como ser da igreja então?

- Falta de transparência na igreja. Especialmente sobre as próprias fraquezas e lutas. Achava todo mundo muito forte e poderoso. Mas a espantava também a falta de transparência sobre o uso de recursos da igreja. Uma obra imensa no templo sem definição clara de gastos, pastor trocando de carro na mesma época, etc. (já vimos este filme né?).
- Mas o que a tirou da igreja mesmo? Foi o dia em que pastor implantou a máquina de cartão de crédito e débito, para o recebimento de dízimos e ofertas. Suas palavras para mim: "aí foi demais". E ela me disse que entregava ofertas com maior alegria.


Não quero discutir aqui minhas respostas ao coração inquieto daquela jovem, Posso apenas afirmar que ela ainda confia em minhas opiniões espirituais (ou espiritualizadas, na visão dela). Farei isto em outro post. Quero comentar minha decepção com o status quo da igreja atual.
Ao comentar o assunto com o pastor de uma igreja que conheço o que mais saltou a seus olhos foi a questão da maquininha. Ela defendeu veemente achando Camila uma chata (para dizer o mínimo). E me "explicou pastoralmente" sua visão: na sua igreja as pessoas amam dizimar e ofertar nos cartões, afinal assim elas acumulam pontos (tipo milhagem).

Confesso que me calei, chocado por saber que este pastor lê muito e sabe as diversas opiniões existentes por aí. E fiquei pensando: respondo ou não? Optei por não prolongar a discussão.
Mas me lembrei de algo que li em Philip Yancey: de como Deus o incomodou sobre suas ofertas dadas a instituições de ajuda a órfãos (ele é órfão) e seu pedido de recibo para desconto no Imposto de Renda. Ele se sentiu um impostor, não um doador (aquele em que uma das mãos não sabe o que a outra faz, como Jesus ensinou).

Meu amigo pastor não atentou para a mesquinhez de seus membros. De como somos mesquinhos com este evangelho utilitário, que usa Deus para satisfazer seus anseios mais egoístas. Que oferta ao Senhor, mas espera poder usar a milhagem para satisfazer algo que sua cobiça almeja.
Como esta igreja pode impactar o mundo pós-moderno? Como esta igreja verá Graça em ação transformando homossexuais, ao invés de condená-los ou "treiná-los" a um comportamento religioso aceitável? Como uma igreja utilitária será transparente sobre seus próprios fracassos e assim agirá para ser agente de mudança nas fraquezas e fracassos alheios?

Com estas questões em mente saio para trabalhar. E ao encontrar gente perdida neste domingo entrando em meu táxi, oro a Deus para ter algo relevante e bíblico para dizer. E principalmente, não apresentar um Deus-servo, mas um Deus-senhor, soberano, que ainda é o mesmo, hoje e sempre. Não gente, não vou a um templo, mesmo sendo domingo. Serei igreja onde eu estiver.

Graça e paz, sempre.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Prefeita impede maremoto divino em sua cidade

Não lembro a cidade (talvez são João da barra), mas ouvi a mensagem: enquanto ela for prefeita, eu Não vou derramar enchente nesta cidade. Ouvi de passagem. Estava dirigindo e ali no mercado popular da Uruguaiana uma super TV de 42 polegadas rodava o DVD do pregador.

Evidente que nada deveria ser pirata, creio nisto, a não ser a mensagem. O homem afirmou que recebeu recado divino, diretinho do céu, onde Deus afirmava que não faria ter enchente na tal cidade porque uma irmã era a prefeita.

Essa escatologia pobre me enerva às vezes. É aquela retórica retrógrada: onde tem tragédia é porque não tem crente, ou se tem não tem linha direta com o grandão "lá de cima", já diria a profeta que tem nome quase de bruxa.

É muita pretensão profética e escatológica. Muita mesmo. E um horror teológico com os que sofrem, miseráveis muitas vezes abandonados à beira de valões ou de rios, que transbordam por muitos motivos (inclusive a corrupção que sangra os cofres públicos), entre estes até mesmo a Soberana vontade de Deus. Mas daí a dizer que não vem a chuva, a enchente ou o raio porque eu profetizo e porque alguém é um escudo protetor escolhido pelo divino, é demais.

Ainda bem que o sinal de trânsito abriu e segui viagem, sem precisar ouvir o resto da bobagem.

[Salmo de Davi] Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam (24.1)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Kabod - A glória de Deus que nos transforma

Tenho andado distráido, impaciente e indeciso (palavras de Renato Russo).

Resolvi começar este post analisando estas breves linhas de Renato Russo. Este é o retrato de uma geração que vive o aqui e o agora. O retrato da geração pós-cristã. Uma geração que se esqueceu de Cristo, apesar de insistir em buscar espiritualidade.

A distração é uma marca imperiosa do momento atual: existem tantos artifícios para distrair: televisão, multimídia, Internet, brinquedos e gadgets eletrônicos, sexo, drogas, música diversa, gente que pensa que é divertida, mas é apenas petulante. Gente distraída não tem tempo para contemplar a Glória/Kabod de Deus.

Impaciente. Como tem gente impaciente no mundo atual. Como eu sou impaciente. E você? Como anda sua (im)paciência? Seu exercício de serenidade e contentamento? Ser impaciente tornou-se tolerável até para líderes cristãos. Alguns chegam a dizer que sua impaciência é uma marca de sua personalidade intensa (nunca um desvio de seu caráter).

Que mudanças poderemos esperar num mundo onde nós mesmos não somos capazes de mudar? Pessoas impacientes já perderam de vista a Kabod de Deus.

Ser indeciso. A indecisão é a bebida do copo de nossa sociedade, especialmente entre os jovens. Quem sou? Esta pergunta, que deveria construir um pensamento filosófico de mudança, na verdade tornou-se um código para a tragédia de não saber nada.

Não saber se é homem ou mulher; se beber ou não; se constrói valores familiares ou se chuta o balde; se trabalha ou se corrompe. Indecisões diversas, perguntas sem respostas, perguntas que nem mesmo ousamos fazer. A indecisão impede nossos olhos de contemplarem a glória de Deus.

Para encerrar pense no oposto de tudo isto: 

Moisés foi manso (Nm 12.3) e viu a glória de Deus (Ex 33).
O próprio Moisés foi extremamente atento, colocando-se na fenda da rocha para esperar o momento certo.
Decidido - ele também foi decidido: se não puder ver tua glória, prefiro morrer.


A Glória de Deus mudou Moisés - todas as vezes em que ele se permitiu ficar atento a ela. Permita-se mudar de atitude e rever sua maneira de experimentar esta vida. Seja mais atento, mais paciente e mais decidido a experimentar a glória de Deus que nos transforma.

domingo, 22 de maio de 2011

Professora Amanda dá esculacho épico nos políticos

Uma professora do estado do Rio Grande do Norte dá um esculacho épico nos políticos do seu estado, inclusive na própria Secretária de Educação. Seu discurso é de uma coerência político-social implacável. Sei que o vídeo já é multiplicado na web. Mas eu não poderia deixar de postá-lo aqui. 

Eu gostaria de ouvir pregadores falando a verdade do evangelho usando da mesma coragem e imperiosidade do genuíno. Pregadores que deixassem de pregar o sucesso imediato de quem lhes ouve, e ao invés disso, ousassem apontar a miséria em que vivemos neste mundo pós-cristão.

Veja o vídeo, você que costuma ouvir pregações, e diga se não dá vontade de ver gente assim no púlpito? Valeu professora Amanda.

http://www.youtube.com/watch?v=nVAe_dQ2m_E (acesse o vídeo e veja).

Graça e paz, sempre. 

Origem dos meus visitantes

Visitantes por países

free counters

FeedBurner FeedCount

LIVROS MARAVILHOSOS (meus preferidos)

  • A Maldição do Cristo Genérico - E. Peterson
  • A Serpente do Paraíso - Lutzer
  • Alma Sobrevivente - P. Yancey
  • Anseio Furioso de Deus - Brennan Manning
  • Chega de Regras - L. Crabb
  • Confiança Cega - B. Manning
  • Evangelho Maltrapilho - B. Maning
  • Igreja Orgânica - N. Cole
  • Maravilhosa Graça - P. Yancey
  • O Anseio Furioso de Deus - B. Manning
  • O Caçador de Pipas
  • O Impostor que Habita em mim - B. Maning
  • Reformissão - M. Driscoll
  • Reimaginando a Igreja - F. Viola
  • Sonhos Despedaçados - L. Crabb
  • Ânimo (Corra com os cavalos) - Eugene Peterson