Frases para pensar


No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. Salmos 56:3

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Rumos da Igreja (3) – Comunhão e vida partilhada




Nesta análise sobre os rumos que a igreja tem experimentado nesses dias quero abordar em primeira mão um assunto que gera paixão por um lado e completa ignorância por outro.

Em minha percepção a experiência de igreja que temos vivido tem proporcionado mais frustração no que se refere ao tema comunhão e vida partilhada, do que propriamente uma experiência que tenha a trindade como exemplo. Fomos criados para experimentar comunhão, isto é fato. Mas como as igrejas expressam este elemento vital à saúde espiritual?

Igrejas de mercado: as igrejas de mercado são aquelas que procuram atender a todos os anseios humanos. Representadas invariavelmente pelo segmento neopentecostal, mas sem ser uma idéia exclusiva, estas igrejas “apresentam” uma experiência de culto baseada numa “performance” do púlpito. Música, orações, pregação, ofertas, tudo é feito do púlpito para fazer a platéia passiva apenas se sentir bem.

Estas igrejas pouco oferecem em termos de verdadeira comunhão e vida partilhada: canta-se sozinho, ora-se sozinho, ouve-se sozinho. No máximo aquele momento de abraçar um desconhecido ao lado. A vitória pessoal é mais importante que a vitória de Cristo no Corpo (ou através da Noiva).

Igrejas expansionistas: as igrejas preocupadas em crescimento explosivo e meramente numérico oferecem ao público alguma experiência comunitária: pequenos grupos que podem ter nomes diversificados (células, círculos, grupos familiares, etc.).

A frustração neste tipo de comunhão é que se ela é somente voltada ao crescimento numérico, quem não se tornar um líder explosivo acaba sendo paulatinamente colocado de lado. Da mesma forma os números suplantam a importância das pessoas; a manutenção do status de crescimento da instituição é mais importante que o avanço do Reino.

Grupos autônomos: o crescimento da frustração dentro da igreja provoca um impacto na mente e no coração das pessoas – o ser humano precisa de comunhão. Este impacto impulsiona um movimento de pêndulo em direção a alguns extremos.

De um lado xiitas cheios de rancor com a “igreja” que se reúnem apenas para detratar quem ficou, já que estes saíram e aqueles ficaram. Os neo-fundamentalistas se tornam quase que perseguidores da igreja instituída e terminam por viver em torno do próprio movimento que rejeitam.

Do outro lado surge o grupo daqueles que continuam a amar a igreja, mas desacreditaram da instituição. Estes também “saíram” e são acusados por aqueles de terem deixado “a igreja”. Mas na verdade apenas estão buscando uma experiência de vida comunitária mais real e que expresse de forma mais contundente a face do Reino do Deus Trinitário.

O perigo está na eterna descoberta da pólvora por estes grupos: apenas nós sabemos o que é igreja de verdade. Sua experiência de reprogramação é tão intensa que também acabam vivendo em torno de sua própria experiência e não evangelizam com eficiência.

Conclusão: creio que a tensão entre pertencer a uma igreja e viver como uma igreja irá se acirrar. Qualquer tipo de crítica contra a ausência de vida de Deus na experiência da igreja será rechaçada com a típica defesa: você me crítica porque não faz nada. Aqueles que buscam a igreja para satisfazer suas demandas certamente não conseguirão enxergar que lhes falta algo como igreja. Os que se fecham em sua nova experiência também.

O caminho é acordar para a realidade bíblica de viver a verdadeira mensagem do evangelho (Colossenses 1.5): uma esperança de vida produzida através do amor e da fé, que aponta para a vida partilhada na eternidade. Seja a que grupo de igreja você pertença, a sua e a minha obrigação é viver esta verdadeira mensagem.

Glória somente a Ele.





6 comentários:

Élida disse...

Pr. Marcus Vinicius,
Gostei muito do texto, me fez refletir sobre Comunhão e Vida partilhada.
É verdade Pastor, temos que acordar para a realidade bíblica de viver a verdadeira mensagem do evangelho.
Temos que ser Cristãos “CONVERTIDOS” e viver a verdadeiramente mensagem.
Parabéns Pastor, sua mensagem foi alcançada.

René disse...

Amém!

Abraço e Paz!

Família Bernardes disse...

Eu tenho louvado a Deus nesses dias, pastor.
Durante muito tempo tenho lido, com muita tristeza, coisas que não manifestam aquilo que Deus quer pra sua Grei.
Parece que esse tempo hoje tem passado.
Com alegria lí seu texto e sei que Deus tem falado por ele. Agora mesmo, cerca de 5 minutos antes de abrir seu blog, estava pensando em como somos avulsos mesmo lincados ao Corpo.
Mais que números, mais que palavras, Jesus nos chamou para termos com Ele comunhão a ponto de chamá-lo de amigo. Imagine o que Ele quer pra sua Igreja senão isso?

Parabéns!

Yago Vargas disse...

Nossa, que texto maravilhoso ! muito bom mesmo, gostei pastor.. estou sempre olhando seus post aqui no blog. continue. Glória somente a Deus.

Marcus Vinicius disse...

Olá Yago, que você possa me ajudar a divulgar uma visão mais fresca e verdadeira do evangelho.

Divulgue os estudos com amigos seus.

Abraços, e glória somente a Ele.

Gaia disse...

Isso Pastor!
Embora já me falaram e tentaram me ensinar "tantas coisas" a comunhão dos irmãos é o mais importante pra mim. A vida em comum não é vc ficar 2 horas olhando pra nuca do teu irmão e depois ir embora do culto meio frustada como já me aconteceu inúmeras vezes.
Sem vida compartilhada a igreja não é nada!
Seremos conhecidos pelo Amor ??!! E o irmãozinhho na pior do meu lado e eu nem sei???
Então tenho que conhecer, amar mesmo o irmão que está sentado do meu lado.
Carara, tem lugar que não sabe o nome da pessoa que vc conhece a um tempão nas igreja. As pessoas nem olham pra vc. Minha filha ficou numa igreja 2 anos e nunca falaram com ela. Acredita nisso, ela entrava e saía e nada acontecia.
É agradável ao Senhor que os irmãos cantem louvores pra ELE juntos. É agradável a Deus que os irmão vivam em comunhão pra ELE ministrar a benção!!!

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