Frases para pensar


No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. Salmos 56:3

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SOBRE INDEPENDÊNCIA

Começamos uma Campanha de Fé em nossa igreja neste último final de semana. O tema é: Declarando Minha Independência. Fui escalado a dar a abertura da Campanha em forma de pregação.
Fiquei feliz por tal acontecimento já que estaria substituindo os pastores principais (bispos) da igreja. Comecei a orar e me preparar pois queria muito trazer algum impacto real sobre a congregação. E ocorreu-me algo que achei interessante.
Segue agora um resumo da pregação do último domingo (30 de Agosto):

- Discuti na introdução a diferença conceitual entre: ter independência e ser independente. Procurei trabalhar a questão a partir dos termos, um substantivo e um adjetivo.
- Independência – s. f. Estado, condição ou qualidade de independente.

Ø Independente – adj. m. e f. Que não depende de ninguém ou de nada; autônomo, livre.

Em minha reflexão apontei a dificuldade dos "evangélicos": querem ser independentes, mas não adquirem sua independência. Independência sendo a substância (substantivo), a essência, o caráter íntimo e revelador daquilo que somos.

Muitos inclusive vivem a suposta independência sendo independentes somente: aqueles que não dependem de nada. E foi ai que o Espírito me comoveu e convenceu do quanto preciso de independência, de substância, de qualidade interior que possa refletir algo verdadeiro no exterior.

Como alcançar a verdadeira independência? João 8.32 - conhecer a verdade e ser liberto, liberto de algo que escraviza (mente, emoções, alma, espírito, corpo, paixões). O texto deixa claro que o que nos escraviza é chamado de pecado. Temos dificuldades com a palavra pecado hoje em dia. Somos politicamente corretos demais.
Dizemos que as pessoas carregam problemas, dilemas, dores, conflitos e esquecemos de dizer que a Bíblia chama alguns deles de pecados.

Citei três áreas de conflito na mensagem. Dependências emocionais e espirituais que nos impedem a independência em Deus: orgulho, intolerância e crises constantes. As duas primeiras ações são claramente tratadas nas escrituras como originárias do pecado. A terceira por afinidade (rsrs) pode ser comparada à atitude melancólica de transferir a responsabilidade da própria vida para outros. E isto também é pecado. Eu sei, porque já errei tantas vezes nisto.

O Orgulho é tratado em Pv 16.18 como fonte de desgraça e insucesso (mandados por Deus). E Deus não trata com facilidade com orgulhosos. Ele rejeitou seu povo escolhido tantas vezes. Enquanto eles ainda tentavam viver do passado maravilhoso, mas na desobediencia, foram rejeitados. Cura para este mal: humildade.
A intolerância é aquele mal insidioso entre os povos (cristãos ou não) de se considerarem maiores ou melhores do que os outros. Romanos 16.17-18 nos fala dos intolerantes que ainda por cima praticam o esporte da divisão de igrejas. Paulo aconselha: afastem-se destes (ver também 1Co 3.3; 1Co 12.24). O projeto de Cristo não poderia ser mais diferente. Cura: aceitação dos diferentes e fracos.
Finalmente as crises constantes, que são abrigadas no coração como maneiras de sustentar a própria existência. Tornam os crentes em pessoas defensivas, que sempre encontram um culpado para seus problemas MAIS VARIADOS. A crise é a ruptura do equilíbrio. Deus nos criou para vivermos harmoniosamente, em equilíbrio, em festa, em abundância, em sorriso (e lágrimas, mas nem sempre). Cura: admissão da própria incapacidade e trocar as roupas de coitado para vestes de lutador.

Nossa independência, ou seja a substância que precisamos, está em depender integralmente do poder de Jesus Cristo em nos tomar daquilo que somos (dependentes e escravos) e refazer (vida nova) nossa essência transformando-a na essência Dele.

Amanhã colocarei aqui alguns versículos que nos remetem a este estado de depender do Único, do irmão mais velho, do filho de Abba, nosso amado mestre Jesus.

Graça aos que persistem em permanecer no caminho. Descansem nos braços poderosos de Cristo.



2 comentários:

Paulo Almeida disse...

Mais uma vez Deus te capacitou para transmitir atraves deste artigo o que Ele quer que aprendamos.

do quanto precisamos de independência, de substância, de qualidade interior que possa refletir algo verdadeiro em nosso exterior.

Parabens

Alexandre disse...

Então, substancialmente independente é aquele independentizado em Cristo, pois independentizar é o verbo, e o verbo é Cristo.
Trocadilhos à parte, continue nos conduzindo à boa reflexão.
Grato.

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